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A crise financeira e o elevado índice de desemprego no Brasil pode elevar o risco de suicídio

September 2, 2017

Setembro Amarelo e a Prevenção do Suicídio

 

Hoje cedo postando um artigo no Instagram me “deparei” com uma postagem “Setembro Amarelo e a Prevenção do Suicídio” e, isso me chamou atenção e, no mesmo momento relacionei que esse tema também tem relação com a parte financeira.

 

Como sou uma pessoa do meio financeiro, minha abordagem é sobre essa questão na qual a crise e os problemas financeiros podem elevar o risco de suicídio, isso não é uma novidade, é fato, já ouvimos muitos relatos e reportagens sobre esse tipo de situação.

 

Sabemos que as dificuldades financeiras, problemas no trabalho, desemprego e perda do status socioeconômico são fatores de riscos para o suicídio. A riqueza e o poder são volúveis e instáveis, e a qualquer momento estamos sujeitos a perder dinheiro, um emprego e a riqueza que existia antes.

 

Atualmente, com o aumento do desemprego e a crise econômica, o suicídio parece para muitos ser a única saída possível, que acaba por desencadear solidão, perda de apoio social, crises familiares e sensação de impotência, agravando assim tendências autodestrutivas, abuso de álcool e outras drogas e transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

 

Esse mês foi escolhido porque 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Monumentos são iluminados com a cor amarela e diversas ações são realizadas, como passeios ciclísticos, caminhadas e abordagens em locais públicos.

 

Vamos aos fatos...

 

A crise econômica e o aumento dos casos de suicídios no Brasil

 

Nos últimos dois anos, a economia brasileira recuou 7,2%. Isso significa dizer que sobre o volume de bens, produtos e serviços que o Brasil produziu em 2014 houve um recuo de 7,2%. É a maior recessão da história e os números recentes mostram queda de 3,6% na atividade econômica como um todo só no ano passado. De quebra, temos quase 13 milhões de desempregados e o consumo das famílias também está em queda (4,2%).

 

Estes índices refletem a situação econômica e nos dizem muito. Nas entrelinhas, muitos brasileiros vendem o que têm e fazem malabarismo para colocar comida na mesa e sobreviver. Outra fração escolhe algumas contas para pagar e deixa outras vencidas, girando em débitos que só agravam o endividamento. O problema maior é que o desespero com a falta de perspectiva transforma o ambiente familiar em algo continuamente tenso e a gente ouve expressões que denotam ansiedade como “matar um leão por dia”, “fazer a correria de todos os dias”, “hoje eu tô assim, amanhã, ninguém sabe”.

 

Todos os dias, pelo menos 32 pessoas tiram a própria vida no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Apesar da ligação estreita de patologias nos comportamentos suicidas, a crise econômica também tem se tornado um gatilho para colocar um fim à existência.

 

Embora sejam muitas as histórias apresentadas no noticiário, aqui ressalto algumas que chocaram o país. Em uma das situações, um homem matou a esposa a facadas, jogou os filhos de seu apartamento, no 18° andar, e se suicidou em seguida. O fato aconteceu no Rio de Janeiro, e o rapaz decidiu tirar a vida após concluir que ficaria desempregado. Na carta que escreveu antes de cometer os crimes, ele deixou a seguinte mensagem: “Me preocupa muito deixar minha família na mão. Sempre coloquei eles à frente de tudo ante essa decisão arriscada para ganhar mais. Mas está claro para mim que está insustentável e não vou conseguir levar adiante. Não vamos ter mais renda e não vou ter como sustentar a família. Melhor acabar com tudo isso logo e evitar o sofrimento de todos”.

 

Um caso parecido aconteceu em São Paulo, no mesmo dia, apenas 12 horas depois da morte da família carioca. Um motoboy, que estava desempregado e não teve seu nome revelado pela polícia, agarrou seu filho de apenas quatro anos e se jogou do 17º andar. Ele também deixou um bilhete de despedida, no qual reclamava de desemprego e de não conseguir pagar as dívidas que contraiu. “Às vezes, tem um suicida na sua frente e você não vê”, escreveu.

 

A falta de emprego representa um risco, como mostra um estudo financiado pela Universidade de Zurique. O levantamento revela que estar fora do mercado de trabalho é a causa de um a cada cinco suicídios no mundo. No entanto, engana-se quem pensa que o perigo só ronda pessoas endividadas e desempregadas.

 

Em Rio Claro (SP), o dono de uma empresa de sofás se suicidou após demitir 223 funcionários devido à crise – uma demissão em massa não acontecia na cidade há 20 anos.

Em ambos os casos (envolvendo patrão e empregado), o fator econômico foi o estopim para a explosão de uma crise emocional.

 

Sem perspectivas, é muito comum que as pessoas pensem na necessidade de definir rapidamente a vida profissional e ser bem-sucedidas. Esse imediatismo aumenta a frustração e, se somado a outros fatores (como a pulverização da família e relacionamentos amorosos cada vez mais curtos), pode abalar a estabilidade psíquica e aumentar o risco de transtornos e até mesmo levar à morte.

 

E isso não é de hoje. Há tempos diversas pesquisas apontam a relação entre o suicídio e as causas sociais. David Émile Durkheim, sociólogo, psicólogo e filósofo francês, foi o primeiro a analisar o aumento das taxas de suicídio em momentos de grave crise econômica, concluindo que esse contexto influencia nos números por serem perturbações da ordem social e coletiva e não necessariamente pelas consequências, como pobreza, fome, etc.

 

Só para termos ideia da força dessa relação, a Agência das Nações Unidas divulgou uma pesquisa na qual aponta que 75% dos casos de suicídio envolvem pessoas que sofrem com problemas socioeconômicos, em países onde a renda é considerada baixa ou média – um dado que nos faz refletir sobre a necessidade de investirmos em medidas de apoio à população.

 

Informar sobre os gatilhos (transtornos, vícios e circunstâncias, como o desemprego) que podem induzir ao comportamento suicida e divulgar canais como CVV (Centro de Valorização da Vida) – que oferece, voluntariamente e gratuitamente, apoio emocional a quem quer e precisa conversar – pode fazer toda a diferença.

 

As pessoas precisam saber que o suicídio pode ser evitado. Esse é o primeiro passo para que os momentos ruins sejam páginas viradas e as histórias não sejam precocemente interrompidas. E as pessoas precisam refletir com frieza nos momentos de maior angústia porque, como diz a poesia, dias melhores virão.

 

O CVV oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias. O serviço pode ser encontrado na página do CVV www.cvv.org.br/, e em algumas cidades pelo telefone 141.

 

 

Para os mais curiosos, segue um ranking dos 10 países com as maiores taxas de suicídio do mundo

 

De acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos. O suicídio se tornou uma verdadeira epidemia de proporções globais, sendo uma preocupação constante para vários países ao redor da Terra. Os maiores índices costumam ser registrados em nações pobres, onde os habitantes sofrem com problemas socioeconômicos.

 

Confira agora um ranking com os 10 países com as maiores taxas de suicídio do mundo. Vale observar que os números estão de acordo com o padrão adotado pela OMS para fazer a medição: número de mortes (em milhares) para cada cem mil habitantes.

 

10) Cazaquistão – 23,8 (40,6 homens – 9,3 mulheres)

O país localizado na Ásia Central já sofre há muito tempo com o alto índice de suicídios. Geralmente, quem tira sua própria vida por lá são estudantes na faixa dos 15 aos 19 anos. Em um relatório divulgado em 2011 pela OMS, foi apontado que 3,23% de todos os suicídios do planeta ocorriam no Cazaquistão.

 

9) Nepal – 24,9 (30,1 homens – 20,0 mulheres)

Localizado na Ásia, este país montanhoso também possui um longo histórico de altas taxas de suicídio, mas as coisas vêm piorando ao longo dos últimos anos.

 

8) Tanzânia – 24,9 (31,6 homens – 18,3 mulheres)

Embora desconhecida por muitos brasileiros, a República Unida da Tanzânia é um país da África Oriental cercado por Uganda, Quênia e Moçambique. Novamente, quem se suicida lá, na maioria das vezes, são os jovens que não conseguem lidar com os problemas sociais da região (pobreza, fome, violência, falta de estrutura de saúde pública e ensino público etc.).

 

7) Moçambique – 27,4 (34,2 homens – 21,1 mulheres)

Localizado ao lado da Tanzânia, Moçambique sofre exatamente com os mesmos problemas de seu vizinho. Os moçambicanos possuem uma curtíssima expectativa de vida, já que doenças como AIDS são extremamente comuns por lá e falta infraestrutura para cuidar dos enfermos. Quase 3 mil indivíduos se suicidam anualmente na região.

 

6) Suriname – 27,8 (44,5 homens – 11,9 mulheres)

Suriname é um de nossos vizinhos, fazendo divisa com os estados Pará e Amapá. Mesmo tendo uma população de apenas 570 mil pessoas, o país possui uma altíssima taxa de suicídio, frequentemente associada a problemas sociais, como crises econômicas, violência doméstica, desemprego e abuso de álcool.

 

5) Lituânia – 28,2 (51,0 homens – 8,4 mulheres)

Além de ser o quinto em escala mundial, a Lituânia possui outro recorde igualmente triste: é o país com o maior número de suicídios na Europa! Felizmente, a taxa vem baixando lentamente desde a década de 90, mas já é um bom sinal. Tal como nos países anteriores, as principais causas para que os lituanos tirem suas próprias vidas são os problemas socioeconômicos que a região enfrenta.

 

4) Sri Lanka – 28,8 (46,4 homens – 12,8 mulheres)

O mais bizarro é que ninguém sabe explicar ao certo por que há tantos suicídios no Sri Lanka. Ainda assim, muitas pessoas vêm se matando desde que o país alcançou a independência em 1948. Enforcamento e envenenamento são os métodos mais comuns usados pelos suicidas de lá.

 

3) Coreia do Sul – 28,9 (41,7 homens – 18,0 mulheres)

Sim, o lar de empresas famosas do ramo de tecnologia – como Samsung e LG – fica em terceiro lugar no ranking de países com mais suicidas. Os sul-coreanos costumam tomar veneno para tirar a própria vida, visto que o governo local adota uma política extremamente rígida para a posse de armas de fogo. É bem provável que o fenômeno esteja ligado às pressões sociais típicas do país.

 

2) Coreia do Norte– 38,5 (45,4 homens – 35,1 mulheres)

A Coreia do Norte está em uma situação ainda pior do que a do Sul. Mais de 10 mil norte-coreanos se suicidam todos os anos. O país é famoso por suas políticas rígidas de exclusão, várias violações aos direitos humanos e turbulências econômicas – alguns dos motivos que levam tanta gente a desistir de viver.

 

1) Guiana – 44,2 (70,8 homens – 22,1 mulheres)

Sim, o país com o maior número de suicídios do mundo é nosso vizinho, fazendo divisa com Roraima e Pará. Assim como a maioria dos lugares citados nesta lista, a Guiana sofre com problemas de saúde pública, pobreza rural e abuso de álcool, e é por isso que vários de seus cidadãos tiram suas próprias vidas.

 

 

Fonte:

www.jornalcontabil.com.br

www.megacurioso.com.br

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Planeje seus gastos, pois planejar vem antes de gastar!!!

“Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?" Lucas 14:28

 

O desejo de consumo é inerente ao ser humano, mas sempre deve ser precedido pelo planejamento financeiro. Marcar os ganhos e os gastos, monitorar rotineiramente, e agir no dia-a-dia para não perder o controle gerenciando suas compras é fundamental.