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Sábios conselhos: Muito cuidado com a escravidão das dívidas

December 8, 2017

A dívida é um senhor impiedoso, um inimigo fatal do hábito da economia.

 

A pobreza, por si só, é suficiente para matar a ambição e destruir a autoconfiança e a esperança, mas acrescente-se a ela a responsabilidade das dívidas e toda e qualquer vítima desses dois cruéis senhores estará inevitavelmente condenada ao fracasso.

 

Sob o peso das dívidas, nenhum homem é capaz de realizar o seu melhor trabalho, ou de expressar-se em termos que infundam respeito, de criar ou levar avante um objetivo definido na vida. O homem que se deixa escravizar pelas dívidas é tão desamparado como o escravo limitado pela ignorância ou preso aos grilhões.

 

Um amigo íntimo meu, cujos vencimentos são de mil dólares por mês, é casado com uma senhora que gosta da vida de sociedade e de exibições, gastando para isso 20 mil dólares por ano, quando o rendimento do casal é apenas de 12 mil. Um débito de 8 mil dólares é o que meu amigo tem como certo. Os filhos são gastadores, tendo aprendido esse hábito com a mãe. São duas moças e um rapaz, estão em idade de frequentar a escola superior, mas não podem fazê-lo devido à situação econômica do pai. O resultado é o mal-entendido entre pais e filhos, e uma vida familiar insuportável.

 

É terrível pensar em atravessar a vida como uma vítima, acorrentada inteiramente aos outros por dívidas. A acumulação de dívidas é um hábito. Começa-se de modo modesto, até que as dívidas vão assumindo proporções enormes, pouco a pouco dominando inteiramente o indivíduo.

 

Milhares de jovens casais iniciam a vida conjugal sob o peso de dívidas desnecessárias, e nunca mais conseguem libertar-se delas. Passada a lua de mel e a novidade do casamento, o casal começa a sentir os embaraços financeiros. Finalmente, os esposos ficam insatisfeitos um com o outro, e produzem-se desentendimentos sérios, que quase sempre terminam em divórcio.

 

Um homem escravizado pelas dívidas não encontra tempo nem gosto para formar um ideal, implanta limitações no seu espírito, condena-se a viver agrilhoado ao medo e à dúvida, aos quais nunca escapa.

 

Para evitar a infelicidade das dívidas é pouco todo sacrifício que se faça.

 

Pensemos no que devemos a nós mesmos e aos que dependem de nós e tomemos a resolução de nunca dever a ninguém.

 

É esse o conselho dado por um dos homens que maiores êxitos tem alcançado e cujas primeiras oportunidades foram destruídas pelas dívidas. Esse homem conseguiu compreender a tempo o caminho errado que seguia, eliminou o hábito de comprar o que não necessitava e libertou-se da escravidão das dívidas.

 

A maioria dos homens que se habituam a dever não tem a felicidade de compreender o seu erro a tempo de libertar-se dessa prisão, pois a dívida é qualquer coisa semelhante à areia movediça, que vai levando o indivíduo cada vez mais para o fundo.

 

O temor da pobreza é um dos mais devastadores dos seis medos básicos descritos na terceira lição. O homem que se endivida irremediavelmente é uma vítima do medo da pobreza, perde a ambição e a confiança em si mesmo, mergulhando pouco a pouco na apatia.

 

QUEM DISSE QUE “ISSO NÃO ERA POSSÍVEL?” E QUE GRANDES REALIZAÇÕES TERÁ ESSA PESSOA A SEU CRÉDITO PARA EMPREGAR TÃO FACILMENTE A PALAVRA “IMPOSSÍVEL”?

 

Há duas classes de dívidas, e tão diferentes em natureza que merecem ser descritas aqui:

 

1. As dívidas decorrentes de coisas supérfluas, e que se tornam um peso morto.

 

2. As dívidas feitas no decorrer de uma transação comercial ou profissional, que representam mercadorias ou trabalho e que podem ser convertidas em ativo.

 

A primeira classe de dívidas é a que deve ser evitada de toda maneira.

 

A segunda pode ser tolerada, uma vez que o devedor seja prudente e não se permita ir além de limites razoáveis. Desde o momento em que o indivíduo vai além desses limites, entra no campo da especulação, a qual, antes, devora as suas vítimas do que as enriquece.

 

Em geral, todas as pessoas que gastam mais do que podem são tentadas a especular com a esperança de que podem liquidar, com uma simples volta da roda da fortuna, por assim dizer, todo o débito. A roda da fortuna, porém, costuma parar quando não deve, e, longe de estarem livres de dívidas, os especuladores quase sempre se tornam escravos delas.

 

O medo da pobreza destrói a força de vontade das pessoas endividadas, que ficam assim incapacitadas de restaurar a fortuna perdida e, o que é pior, perdem toda a ambição de libertar-se da escravidão das dívidas.

 

Quase não se passa um dia em que a gente não tenha uma oportunidade para ler nos jornais notícias de suicídios motivados por dívidas e preocupações financeiras. Essa causa motiva mais suicídios por ano do que todas as outras juntas. E isso é um leve indício da crueldade do medo da pobreza.

 

Durante a Guerra Mundial, milhões de homens se enfrentaram nas trincheiras, sem vacilar, embora soubessem que a morte os rondava bem de perto. Entretanto, diante do medo da pobreza, os homens se tornam servis, desesperam, perdem a razão e se suicidam.

 

A pessoa que não tem dívidas pode afastar a pobreza e conseguir grandes sucessos financeiros, mas para aquele que tem dívidas as realizações são apenas possibilidades remotas, e nunca uma probabilidade.

 

O medo da pobreza é um estado de espírito destruidor, negativo. Além disso, tem tendência para atrair disposições de espírito semelhantes. Por exemplo, o medo da pobreza pode atrair o da doença, e os dois, o da velhice, de maneira que a vítima, que já é uma presa da pobreza, adoece e envelhece antes do tempo.

 

Milhões de pessoas têm encontrado a morte prematura em consequência desse cruel estado de espírito.

 

Há menos de 12 anos conheci um rapaz que exercia um cargo de responsabilidade no National City Bank of New York. Gastando mais do que podia, contraiu inúmeras dívidas. Esse hábito destruidor transpareceu em breve no trabalho e o rapaz foi imediatamente dispensado.

 

Conseguiu outro emprego, com menor salário, porém os seus credores o atrapalhavam tanto que ele resolveu pedir demissão e mudar-se para outra cidade, onde esperava escapar a essa perseguição, e onde pretendia ficar até juntar dinheiro suficiente para pagar todas as dívidas. Os credores, porém, parecem dotados de um faro especial para seguir os devedores e, assim, logo descobriram o rapaz. E o seu novo patrão, inteirado da situação, preferiu dispensá-lo.

 

Durante dois meses ele procurou em vão um emprego. Uma noite de inverno, subiu a um dos edifícios mais altos da Broadway e se atirou ao solo, morrendo instantaneamente. As dívidas reclamaram mais uma vítima.

 

 

Fonte: Hill, Napoleon, 1883-1970. A lei do triunfo: 16 lições práticas para o sucesso. 42ª edição, 2016

 

 

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Planeje seus gastos, pois planejar vem antes de gastar!!!

“Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?" Lucas 14:28

 

O desejo de consumo é inerente ao ser humano, mas sempre deve ser precedido pelo planejamento financeiro. Marcar os ganhos e os gastos, monitorar rotineiramente, e agir no dia-a-dia para não perder o controle gerenciando suas compras é fundamental.